Pensamentos aleatórios que se transformam.

12 de mai. de 2013

Mãe


Forte.
Dedicada.
Batalhadora.
Carinhosa.
Inteligente.
Comunicativa.
Atenciosa.
Exemplo.
Falante.
Perseverante.
Amada.
Ouvinte.
Mãe.
Uma muralha, uma flor. Depende do momento.
Um coração que não cabe em si.
Mãe.
Nas tempestades, ventanias, nos dias de Sol, você esteve lá.
Nas risadas e nas lágrimas.
Mãe.
Um presente, uma dádiva para mim.
Meu porto seguro, meu céu estrelado, meu mundo.
Mãe.
Sou um fruto com imenso orgulho dessa árvore.
Obrigado por estar aqui, lá, seja aonde for.
Mãe.
Todos os dias são teus, hoje é somente uma celebração.


2 de mai. de 2013

Vivência



Vivencie a vida, viva.
Onde, aonde, porque?
Não vivo, não moro.
Cada dia empilhado uns sobre os outros.
Apertados em cantos infinitos, espremendo um suco inumano.
Ao olhar pra cima, pés sobre minha cabeça.
Ao olhar pra baixo, meus pés sobre a cabeça de alguém.
Não vivo nem morro, moro.
Em tábuas ajustadas, em tetos encaixados como um quebra cabeças.
Moro no morro da consciência inconsistente da surdez gritante da ignorância alegre.
De sorrisos apodrecidos por alimentos que não existem.
Não vivo, escondo-me atrás de uma bandeira que não honra suas palavras.
De cores que não sei o significado.
A vivência não passa de uma experiência marcada por calos e lesões em um corpo inconsciente de sua realidade.
Subo o morro, não moro, morro asfixiado pelas esperanças deglutidas de mais um prato vazio, dormindo amontoado por corpos que ainda respiram.


15 de abr. de 2013

Algo poderia ser diferente


A apatia apodera-se da minha carcaça.
Vontade de não extrair o pijama.
O Sol seguido da forte chuva não me anima.
Ligo a TV...
...internet, celular... tanta tecnologia
As notícias não mudam, são só os meios.
O telefone toca.
Tempestade.
Mudo.
O alô ecoa...
Não há ninguém.
A chuva volta a inundar minha solidão.
Fantasmas murmuram promessas.
Flutuo em meio ao concreto.
Estou ilhado.
Egocentrismo por todos os lados.
Talvez eu seja o único sobrevivente desse afogamento da humanidade.


5 de abr. de 2013

LUTO


Luto
Todos os segundos.
lUto
Todos os minutos.
luTo
Todas as horas.
lutO
Todos os dias.
Luto
Todas as semanas.
lUto
Todos os meses.
luTo
Todos os anos.
lutO
Toda a vida.
Luto.
Estou agora.
Quem eu amava se foi.

25 de mar. de 2013

Leggere


Ao ler me intero de novos pensamentos, conceitos.
A poesia está em cada placa que vejo.
Uma pichação, uma propaganda.
Outdoor.
As ideias são fartas através de palavras digitais.
Elas também vagam pelas ondas sonoras.
Indoor.
Rabisco algo no papel que logo toma forma.
Neurotransmissor, receptor, explosão encefálica.
Insight.
Minha corcunda aumenta enquanto as palavras me absorvem.
Livro, jornal, revista, gibi, parede, cartaz, tatuagem.
Tudo tem um significado.
Não importa, a informação está lá, pra quem quiser ler.
Figuras que nem sempre ilustram... nas letras encontramos os melhores desenhos.


20 de mar. de 2013

15


Como uma nascente, um broto, uma semente, você surgiu.
Rapidamente o meu coração sorriu.
A tristeza, se existia, partiu.
Entre choros e sorrisos você evoluiu.

Cresceu ao longo do tempo.
Para mim foi renascimento.

Minha vida mudou.
Transformou em cores o que era preto e branco.

Hoje é 14+1.
É somente pouco mais de uma década.
É tudo pra mim.
O que era deserto virou um lindo jardim.



















Quero seus sorrisos, abraços, lágrimas, beijos perto de mim.
Na verdade quero muito mais.
Quero longevidade à você.
Passos firmes no caminho, sabedoria, tranqüilidade.
15 é o começo de algo grandioso, é o começo de você.
Celebre a vida.
Te amo.

13 de mar. de 2013

Carne Crua


A carne, crua, desnuda... já não sangra mais.
Dilacerada, estripada... já não sente mais.
Dependurada, seca ao Sol.
Quente, agora jaz fria.
Estática.
Os parasitas a consomem ou irão consumir.
O respirar, o caminhar foram inúteis.
“Qual é meu propósito?” Perguntava-se ao ver o brilho intenso do aço a se aproximar.
Em um movimento rápido parou de pensar, parou de agir.
Jorrou-se em rubro intenso.
Calou-se.
A pergunta é: para onde foi?
Saciou.
E ninguém lhe agradeceu.



25 de fev. de 2013

PESSOAIS EM PRO



EU
Não é primeira pessoa
TU
Também não é
ELE
Não sou eu
NÓS
Não somos mais
VÓS
Não é ninguém
ELES e ELAS
Já são passado
COMIGO
Algo ficou
CONTIGO
Nada restou
ELES e ELAS
De nada sei
CONOSCO
Já acabou
CONVOSCO
O lamento
com ELES e ELAS
Incertezas e recomeço

3 de fev. de 2013

SÓ...



... existe a luz porque há a escuridão.
... existe a alegria porque há a tristeza.
... existe a noite porque há o dia.
... existe a lágrima porque há o sorriso.
... existe a Lua porque há o Sol.
... existe o medo porque há a coragem.
... existe a morte porque há a vida.
... existe o amor porque há você.

27 de jan. de 2013

Fa(o)tos


Algumas recordações... as pupilas não reagem mais a elas.
Não tenho coragem de rasgá-las, queimá-las ou simplesmente guardá-las.
Elas seguem, lá, na parede, estáticas a me encarar.
Um mural de alegria... sofrimento é a nova nomenclatura.
Minha visão turva não permite que eu as veja.
Então apenas as sinto.
Esse torpor, esse incomodo é somente em meu pensamento.
Agora somente a frágil luz oriunda da janela para iluminar trechos vividos.
É só memória.
Mantenho a janela fechada.
Ao tempo em que não consigo abri-la, sei que coisas novas não chegarão.
A porta como único caminho não é suficiente.
A janela segue emperrada e as fotos empoeiradas em uma parede inanimada.


19 de jan. de 2013

METAMORFOSE



Essa metamorfose anual por qual passamos nos transforma com os erros e acertos de mais um ciclo que ficou.
Deixamos para trás objetos, sonhos, pessoas, pelos mais diversos motivos, não necessariamente por nossa vontade.
Porém, nessa renovação nos enchemos de promessas, esperanças, planos, ideais, sabendo que alguns não conseguiremos cumprir ao longo do novo ciclo.
Esse novo é algo que surge em nossas mentes, em nossas vidas. Isso é a força que precisamos para seguir, para construir, para renovar até o próximo ciclo.
Um ano começa como uma nova tentativa.
Que venha 2013 com mais uma chance, e que não seja a última.

10 de dez. de 2012

sem tidos



Falo palavras.
Penso pensamentos.
Ouço os ruídos.
Vejo com os olhos.
Toco com as mãos.
Ando com os pés.
Respiro o ar.
Sorrio com a boca.
Sorrio com o olhar.
Abraço com os braços.
Corro com as pernas.
¿O que há de errado comigo?

25 de nov. de 2012

AMANHÃ SER


Este amanhecer também é pra você.
Mesmo nos dias nublados há luz suficiente.
O vento que leva é o mesmo que traz.
Não se aborreça com tão pouco.
Cada dia uma nova possibilidade.
Veja, ande, sinta, ouça, fale.
Agradeça a quem quiser, você pode tudo isso.
Seja quem você queira ser.
Faça o que gosta de fazer.
Estenda uma mão que outras agarrarão.
Dê um abraço em silêncio.
Uma lágrima para emoção.
Não espere por recompensas.
O maior tesouro é a vida que lhe cerca.
Pra que amanhã ser? Seja hoje, seja agora.


21 de nov. de 2012

BASTA!


Deparei-me sem saber o que escrever.
Branco, vazio, falta de apetite por palavras.
Foi aí que parei. Eu!
As pessoas não.
Elas seguem em frente, pra cima, pra baixo, em todas as direções.
Esbarram-se e não se olham.
Parei novamente. Observei!
O mundo não.
Ao meu redor não havia nada.
Sexo seguro agora é virtual.
O olhar sem retina através de uma câmera.
Tantas luzes, leds e não há brilho.
É tudo tão touch sem toque.
Conversas rápidas através de pequenas polegadas.
Não dá tempo de ligar, só de escrever.
Abrevio bj, abç e :)
Abrevio a vida, o convívio.
Curto e compartilho, não sei o que, não sei com quem.
Tenho 500 amigos.
Isso pra mim basta, não estou sozinho no mundo.


11 de nov. de 2012

Pelo caminho



Pelo caminho, as farpas retiro
Pelo caminho, com flores vou colorindo

Pelo caminho, as lágrimas enxugo
Pelo caminho, os pensamentos ilumino

Pelo caminho, com a chuva me batizo
Pelo caminho, sementes vou plantando

Pelo caminho, os gritos em sussurro
Pelo caminho, corações vou amando

Pelo caminho, pessoas vou seguindo
Pelo caminho, com passos me distancio

Pelo caminho, saudades vou sentindo
Pelo caminho, os ciúmes vou enterrando

Pelo caminho, com sorriso vou descobrindo
Pelo caminho,  amizades vou colhendo

Pelo caminho... caminho e vou vivendo.

21 de out. de 2012

Vem a chuva



Vem a chuva
acalma
Vem a chuva
lava a minha alma
Vem a chuva
reflexão
Vem a chuva
limpar meu coração
Vem a chuva
molhar
Vem a chuva
capaz de mudar.
Vem a chuva
momento
Vem a chuva
inundar meu pensamento
Vem a chuva
transformar
Vem a chuva
Fazer-me amar
Vem a chuva
agradeço
Vem a chuva
a paz neste recomeço.

28 de set. de 2012

Ad finem



Os dias vêm e vão, como uma onda interminável.
Festejar o nascimento é só para quem nasce, e quem nasce não sabe que nasceu.
Porque comemorar a ida ao fim?
Morremos um pouco a cada dia.
Não me diga “é mais um ano” quando na realidade é menos um.
Cada passo nos leva a beira do precipício, a um salto na incerteza.
Se viver é tão bom, porque existe a morte?
O nascer é pensar de onde vim.
A morte é pensar pra onde vou.
Penso e não sei por que existo.
A filosofia não entende nada.
A religião explica o que não sabe.
A ciência balbucia teorias.
A ideia aqui é viver intensamente, o melhor que puder, pois o final é um mar de incertezas onde nos afogamos em questionamentos.

17 de set. de 2012

Nem


Nem tudo é tão cinza que não se possa colorir
Nem toda ferida é tão profunda que não se possa fechar
Nem todo amor é tão forte que não se possa esquecer
Nem toda amizade é tão distante que não se possa manter
Nem toda família é tão boa que não se queria conviver
Nem toda estrada é tão longa que não se queira percorrer
Nem toda boca sem dente que não se possa sorrir
Nem todo pensamento que tenha que não se possa exprimir
Nem toda melodia sem letra que não se possa cantar
Nem tudo é tão errado que não se possa apagar
Nem toda vida é tão ingrata que não se possa viver
Nem toda morte..... que não se possa evoluir.


9 de set. de 2012

09/09
















Sentimento incontrolável.
Tudo é lembrança.
Hoje é um dia especial, mas esse ano...
Esse é o ano 9, poderia ser o 6 mas não faria diferença.
O amor é o mesmo, a dor é a mesma, as recordações...
Ainda parece que foi ontem.
Uma despedida rápida.
Um bilhete só de ida.
Sem postais ou telefonemas.
Memórias.
A sua presença é constante.
Falo contigo, mesmo na incerteza de não me ouvir.
Sei que o faz.
Gostaria de uma resposta, de qualquer forma, por qualquer meio.
Talvez seja cedo, talvez eu não esteja preparado.
Você se foi, não pude dizer adeus.
Eu não diria de qualquer forma, não aceitaria isso.
Agora aceito, não preciso concordar, mas aceito.
Vou até você qualquer dia para que possamos nos abraçar.
Enquanto isso, deixo o meu obrigado e o meu eterno amor.

26 de ago. de 2012

O que te traz o mar?




O que te traz o mar?
Incerteza?
Esperança?
Ondas que abraçam fortemente a pedra,  envolvendo-a.
O que te traz o mar?
Restos?
Afetos?
Ondas que beijam suavemente a areia, acariciando-a.
O que te traz o mar?
Questionamentos?
Respostas?
Ondas suaves que bailam majestosamente, conduzindo-a.
O que te traz o mar?
Medo?
Amor?
Ondas intermináveis que vem e voltam, sem saber porque.
                                                  O que te traz o mar?